domingo, 29 de março de 2009

Increasing the footprint aka the guilty traveller

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1.906 kg CO2, equivalente a 8.099 kWh ou 16 lâmpadas de 60 W acesas durante um ano inteiro, toda a energia contida na comida consumida por oito pessoas num ano ou ainda a quantidade de carbono contida numa árvore com 17 mt de altura. Também toda a minha quota de carbono 'autorizada' por 1,3 anos se uma meta de redução de emissões por 60% face aos valores de 1995 já estivesse em vigor. E se o fuel fosse taxado com ISP como o petróleo, a viagem deveria custar uns adicionais 500 euros..

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Dia da mobilidade suave: uma ciclostória para menores de 18 anos



Claro que cada dia deveria ser um dia de mobilidade suave, mas para quem vive na hegemonia do automóvel particular, esta opção não é tão livre como possa parecer. Para andar com segurança em Lisboa a pé, de bicicleta ou com outro meio de transporte 'slow', é preciso ter coragem e não se importar de ter que educar os transeúntes menos sensibilizados.

Para ajudar à tarefa, eu e a minha filha instituímos desde hoje um dia mensal da mobilidade suave. Será a última sexta-feira de cada mês, coincidindo com as bicicletadas da Massa Crítica. De manhã percorremos os cerca de 11 km até à escola em Monsanto, onde deixo as biclas para fazer a minha vida de metro. Ao fim da tarde pegamos novamente nas biclas e descemos até ao Marquês de Pombal para nos juntarmos ao pessoal da Massa Crítica e dar mais uma volta por Lisboa.

Para esta iniciativa ser verdadeiramente pedagógica, andamos mesmo pelas artérias da cidade, a minha filha à frente e eu atrás, a dar instruções.

Hoje a ida não correu nada mal, tirando um ou outro carro que teimava em acelerar e apitar, protestando a nossa ocupação da via. Outros abrandavam, com mais paciência e alguma curiosidade e deixavam nos seguir à frente deles, o que levava a algumas reclamações mais atrás.. Uma vez que traçámos um percurso o mais plano possível no Google maps, a maior subida que enfrentámos foi a do Parque Eduardo VII, que apesar do esforço oferece um belo passeio. Até descobrimos uns novos caminhos por parques simpáticos e para nosso grande alívio a parte complicada, em Sete Rios, já foi resolvida: a ciclovia está a avançar depressa e já não precisamos de navegar nos nós das vias rápidas.

A volta foi mais dura, pois chegámos tarde ao Marquês de Pombal e a caravana de ciclistas já tinha desaparecido em direcção à Fontes Pereira de Melo. Enchémo-nos de coragem e fomos à procura deles, com carros, táxis e autocarros a orbitar em grande número à nossa volta (isto às 7 da tarde..). A minha filha foi uma verdadeira heroína, ia à minha frente com lágrimas nos olhos, assustada com tanta motorização e já muito cansada, mas sem reclamar. Quando percebi pelos olhares dos peões que já estava a abusar da energia da Ava, cortámos para Mártires da Pátria e fomos para casa, sem mais problemas.

Para que nada falhe (como hoje) nestes dias de mobilidade suave, em breve vou ser a estreante de um curso de formação em condução de bicicleta destinado especialmente a mães/pais com filhos, organizado pela Cenas a Pedal. Vai ser extremamente útil para capacitar pais hesitantes para andar com segurança com os seus filhos na cidade.

Vamos ver se conseguimos encher estas ruas cansadas de Lisboa com uma variedade mais colorida de utentes ciclistas!


Tirem os carros de cima dos passeios!



A iniciativa do autocolante de protesto contra a ocupação selvagem do espaço público pelos automóveis já chegou a Lisboa.

Os automobilistas que estacionarem em cima do passeio, ou em passadeiras, na cidade de Lisboa, poderão vir a ter que retirar do pára-brisas do seu carro uma reclamação em forma de autocolante que pede ao infractor que “Não Pense Só No Seu Umbigo” e que “Respeite os Peões”.

A iniciativa partiu de um grupo de pessoas preocupadas em sensibilizar os automobilistas para que não estacionem em cima dos passeios e passadeiras, danificando o espaço público e obstruindo a livre circulação dos peões, dificultando a vida em particular a pessoas com cadeiras de rodas, carrinhos de bébé, idosos e outras pessoas de mobilidade reduzida.

Pretende ainda chamar a atenção para a inércia das autoridades competentes em combater o flagelo do estacionamento selvagem e garantir aos peões um espaço de circulação digno.

O novo movimento em prol da vi(d)a pública imprimiu alguns milhares de autocolantes que serão distribuidos para serem colados nos vidros dos automóveis que forem encontrados estacionados em situação irregular.

Os autocolantes fazem referência à página de internet Passeio Livre , um blog que colecciona postais de uma cidade que não queremos, com dezenas de fotografias de carros mal estacionados em cima de passeios e passadeiras.

Nesta página os visitantes são convidados a participar e deixar fotos e opinião sobre a forma como o estacionamento selvagem lhes dificulta a vida.

Poderá ainda ser descarregado o autocolante oficial da campanha, sendo a ideia que mais cidadãos o possam imprimir e juntar-se a este movimento para desentupir a cidade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Participa na Consulta Pública: diz não a mais experiências transgénicas!

A presente carta, redigida pela Plataforma Transgénicos Fora, informa sobre os riscos dos ensaios com novas variedades de transgénicos quando anteriores ainda estão a decorrer, sem qualquer acautelamento das implicações para o ambiente e os seres vivos, estes últimos reduzidos a cobaias indefesas de uma tecnologia perigosa.

Se também achas os riscos inaceitáveis, copia a carta e envia-a até 3 de Abril para: cpogm@apambiente.pt

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Assunto: Consulta pública B/PT/09/01 sobre os ensaios da Monsanto

Venho pela presente apresentar a minha total oposição à realização dos ensaios com milho transgénico NK603 da empresa Monsanto, tanto em Salvaterra de Magos como em Évora.

As razões são muitas, e profundas. Os europeus em geral e os portugueses em particular são maioritariamente contra alimentos transgénicos por sentirem que não são seguros e representam uma alteração irreversível da nossa relação com a alimentação, pelo que não faz sentido permitir testes cujo objectivo é conduzir a mais autorizações para cultivo.

Este milho transgénico que a Monsanto pretende testar e, posteriormente, cultivar, é tolerante ao herbicida glifosato. Isso vai conduzir a uma maior utilização deste químico que, em estudos recentes de Séralini et al. (Arch. Environ. Contam. Toxicol. 53:126-133 (2007); Chem. Res. Toxicol. 22:97-105 (2009)), se verificou ser um desregulador hormonal, para além de induzir directamente a morte celular em células humanas.

O cultivo de variedades resistentes a herbicidas também tem sistematicamente induzido o aparecimento de ervas daninhas resistentes aos mesmos herbicidas. Isto conduz a um círculo vicioso onde se torna necessário aplicar cada vez mais produtos, em misturas cada vez mais potentes, e que leva a agricultura na direcção oposta à sustentabilidade, equilíbrio ecológico, e valor alimentar. Essa não é a agricultura que Portugal precisa ou que os portugueses procuram.

Não se compreende que o Ministério do Ambiente possa autorizar ensaios com fins agronómicos quando a avaliação europeia do ponto de vista da segurança ambiental ainda está a decorrer.
Enquanto não houver garantias quanto à sua inocuidade ecológica, este milho não deve ser libertado para qualquer outro objectivo. Aliás, a Directiva 2001/18 sobre libertação de transgénicos determina especificamente que as autorizações só pode acontecer "por etapas", e apenas na medida em que a etapa anterior tenha demonstrado a necessária segurança. Começar com testes para outros fins corresponde a pôr o carro à frente dos bois.

A falta de ciência e de provas no tocante à biossegurança deste milho é ainda mais evidente quando se analisa a notificação em consulta pública. O capítulo sobre o potencial de impacto ambiental, em particular quanto aos outros seres vivos do ecossistema, é notável pela total ausência de referências: não há estudos, não há artigos científicos, não há absolutamente nada.
Todas as afirmações que pretendem garantir segurança são feitas com base ou na intuição, ou na fé. Além disso, a Monsanto assume que a ausência de provas corresponde à prova de ausência de riscos. Mas tudo isso é anti-científico e ilegal. A Monsanto é obrigada a demonstrar inequivocamente a segurança ambiental do NK603, e não o faz. Bastaria esta razão para vincular desde já o Ministério do Ambiente a uma negação da autorização para os ensaios.

Na verdade, a própria consulta pública corre o risco de ser ilegal. De facto, é-me pedido que colabore na avaliação ambiental de uma cultura transgénica que, além do glifosato, vai ser submetida a outros herbicidas - pelo menos alguns dos quais não estão registados em Portugal - mas não é referido quais são esses químicos. Não é pois possível uma análise adequada do real impacto envolvido enquanto não for fornecida a formulação detalhada dos compostos envolvidos: tanto do princípio activo quanto dos adjuvantes.

Aguardo assim a divulgação destes dados e solicito que o prazo da consulta seja suspenso enquanto tal não acontecer.

Muitas outras questões se colocam face a este pedido de ensaios. Por exemplo, não está acautelada a coexistência dos campos de NK603 com apicultura e abelhas - as quais nem sequer são referidas na notificação. Conforme está amplamente demonstrado na literatura científica, estes insectos podem recolher pólen a mais de 5 km de distância e transportá-lo para a colmeia. Este depois vai aparecer no mel e em produtos contendo pólen à venda comercialmente. No entanto a autorização em vigor na União Europeia apenas respeita ao consumo dos grãos de milho NK603, e não ao seu pólen, pelo que a realização destes ensaios pode conduzir a ilegalidades incontroláveis. Novamente a única via que resta ao Ministério do Ambiente é a do cancelamento dos ensaios.

Assim, e considerando,
- a oposição generalizada dos consumidores,
- o padrão de insustentabilidade, contaminação de culturas vizinhas, e aparecimento de pragas resistentes e de pragas secundárias que o cultivo de milho transgénico implica,
- a incapacidade da Monsanto de apresentar provas científicas de segurança e de considerar as implicações da inevitável presença das abelhas, e
- a falta de informações indispensáveis a uma correcta avaliação deste programa de ensaios, conclui-se que o Ministério do Ambiente tem de assumir as suas responsabilidades legais e negar autorização para estes ensaios.

Com os melhores cumprimentos,

|NOME|
|BI|

terça-feira, 10 de março de 2009

Bail Out The Planet! Protesto Greenpeace em Bruxelas




Há poucas horas atrás cerca de 300 activistas da Greenpeace bloquearam a entrada do edifício principal da União Europeia onde os ministros Europeus das Finanças estão reunidos em conselho. O objectivo era de manter os políticos na reunião até estarem dispostos a aplicar as mesmas medidas ao resgate do planeta como têm concedido aos bancos falidos. O conselho Ecofin está a decidir o financiamento a conceder a países desenvolvidos para lidar com as alterações climáticas.

Neste momento a polícia prendeu todos os activistas menos um, com alguma agressividade, provavelmente nervosa porque ao mesmo tempo está a decorrer um comício para libertar o Tibet.

Fotos, Twitter e Imprensa:

Tweets
Notícia AFP
Fotos da acção e da detenção de 300 (!!) activistas
Updates no blog da Greenpeace

quarta-feira, 4 de março de 2009

Guerrilla seeding 7 de Março na Horta popular da Graça

7 de Março, 15 horas, Horta popular da Graça

(Cruzamento Damasceno Monteiro com Calçada do Monte)

Oficina "faz-tu-mesmo" para fabricar bombinhas de sementes de várias formas e feitios. Oportunidade de seguida para semear terrenos baldios, 'castanhos' ou simplesmente tristes nas zonas circundantes.

Traz umas sementes (de arbustos ou árvores, de plantas ou então sementes caseiras que sobraram da tua comida!) e umas formas se as tiveres. Nós fornecemos a argila/terra e as instruções. Ideias para bombinhas originais bem-vindas e encorajadas :-))



Mais sobre esta prática: seed bombing

Organização: Centro Social da Mouraria / Gaia

terça-feira, 3 de março de 2009

A cavalo, a pé, de bicicleta... por uma Europa livre de transgénicos

Relato da Marcha de Arronches a Portalegre com a Vita Activa - 28 Fev/1 Março




Durante duas semanas Portugal contou com a presença colorida dos alemães Markus e Maria, da iniciativa "Vita Activa".

Este casal carismático iniciou há 7 meses uma peregrinação de 8.000 km pela Europa, numa carruagem antiga puxada por dois lindos cavalos irlandeses. O objectivo da sua longa e certamente difícil viagem é de alertar os europeus para os perigos da biotecnologia e da agricultura intensiva e para promover as vantagens de uma agricultura biológica e biodinâmica. Proficientes na vida ‘slow and simple’, Markus e Maria não andam mais de 15 km por dia para poupar os cavalos (que no entanto estão habituados a puxar carruagens e a viajar) e dormem na carruagem em terrenos emprestados. Grande parte do dia é dedicado aos cuidados dos cavalos e da cadela Fiona que também os acompanha nesta viagem. O resto do tempo é reservado para sensibilizar todas as pessoas com quem cruzam caminho para a sua causa. Não se trata propriamente de férias no Sul Ensolarado..

Estes corajosos viajantes em missão foram acolhidos na fronteira de Espanha/Portugal pela Plataforma Transgénicos Fora que organizou um percurso por Campo Maior, Elvas, S. Vicente, Arronches, Portalegre, Nisa, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco e Monfortinho. Em cada local houve contacto com a população em escolas, mercados e praças principais, numa interacção pessoal em muito facilitada pela curiosidade que desperta uma embaixada tão original.

Durante uma parte do itinerário em terras lusas, a caravana cresceu com voluntários do Gaia e da Quercus, membros da Plataforma Transgénicos Fora, que vieram percorrer os cerca de 24 km de Arronches a Portalegre, por entre uma paisagem de montado de sobro e azinho, característica desta região do Alto Alentejo. Fieis à temática e porque a caravana se encontrava no distrito dos contestados campos de ensaio com milho transgénico (A outrora Zona Livre de OGM Monforte..), os peregrinos de ocasião indumentaram-se de camponês/a, mulher-milho transgénico e com fatos anti-contaminação e nem a chuva persistente conseguiu esfriar os ânimos! A meio do trajecto a caravana bivacou numa das muitas casas de cantoneiro abandonadas, onde uma cozinha e fogueira improvisadas aqueceram corpo e alma e onde havia relva em abundância para o Paddy e o Mark. Pedimos desculpa às andorinhas e ao casal de cegonhas que foram temporariamente afugentados dos seus ninhos (mas asseguro que todos voltaram o minuto depois de termos abandonado o local).

Entre aguaceiros e abertas a caravana chegou a Portalegre no Domingo, enfrentando um último desafio antes de poder conversar amenamente com jornalistas e curiosos: empurrar a carruagem para o alto da vila a 477 m.. Para os vagamundos de ocasião o repto terminou aí, e regressaram para as suas casas com a promessa de um duche quente e um sofá fofinho. Mas os verdadeiros peregrinos ainda enfrentam 8 meses e 4.000 km por uma Europa livre de transgénicos. Aqui vão, mais uma vez, os nossos desejos de uma viagem suave e segura para Markus, Maria, Paddy, Mark e Fiona. Guten Reis!

Alguns links:
Ver site Vita Activa
Notícia Lusa no Público 27/2
Notícia na Reconquista - Castelo Branco
Reportagem na Antena 3 - programa Terra à Vista
Reportagem na RTP1 (aos 34 minutos)

Testemunho do Cientista Amordaçado

Na nossa actual sociedade de desinformação as poucas notícias a revelar o que se está a passar por detrás da fachada são preciosidades que merecem ampla divulgação. Aqui vai a denúncia por cientistas independentes das práticas de encobrimento das poderosas empresas que controlam as sementes (transgénicas e tradicionais). Apesar de correrem um sério risco de perder o seu financiamento e até o seu emprego, razão pela qual não existem praticamente estudos sobre os efeitos negativos dos transgénicos, resolveram vir a público. Bravo!

Duas notas a reter:
1. As patentes sobre as sementes e respectivas culturas são a grande arma das empresas Biotech, permitem-nas efectivamente não só controlar o mercado como manter refém toda a sociedade! Simplesmente incluem nos contratos a proibição de cultivar OGM para efeitos de pesquisa.. Muito bom, não? É uma versão mais perigosa da ameaça velada dos produtores de equipamento electrônico: se o utilizador se atrever a abrir o equipamento para espreitar lá dentro, perde imediatamente a garantia..
2. O financiamento da pesquisa em agricultura vem maioritariamente de fontes privadas. Não é difícil imaginar as consequências..


Crop scientists say Biotechnology Seed companies are thwarting research

RESULTADO ACÇÃO RELÂMPAGO OGM: proposta da CE rejeitada!

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora:

Ontem teve lugar a votação no Conselho Europeu de Ambiente, com todos os ministros, e a proposta da Comissão Europeia de impedir a Áustria e a Hungria de proibirem o milho transgénico MON 810 nos seus países saiu derrotada! Eram precisos 255 votos num total de 345, e conseguiram-se 282. De salientar que Portugal também votou contra!
São previstas mais votações até ao Verão, mas esta já cá canta!

Parabéns ao ministro e parabéns a todos os que lhe mandaram emails a lembrar de que lado está a liberdade! Aparentemente só quatro países votaram a favor da proposta da Comissão Europeia: Reino Unido, Suécia, Finlândia e Holanda. Por isso continuem por favor a divulgar a campanha de emails no post anterior - temos pela frente mais votações que precisamos de ganhar! E lembrem-se: Portugal também vai poder proibir o MON 810 no seu território, basta querer! :-):-)

Para mostrar ao Ministro do Ambiente que só serve os interesses dos portugueses votando contra as propostas de liberalizar o MON810 em toda a Europa, desrespeitando as zonas livres de OGM e as propostas de aprovar mais variedades transgénicas controversas, por favor vá a STOPOGM

notícia no Público