sexta-feira, 14 de março de 2008

I pledge not to e-waste my neighbour

E-waste é dos maiores problemas de lixo do século e uma consequência directa do modelo de produção linear, baseado na elevada rotatividade e no profundo desrespeito pelos processos tanto a montante (extracção de recursos limitados) como a jusante (fim-de-vida dos produtos). 

E-waste é preocupante não só pela quantidade (dezenas de milhões de toneladas por ano globalmente), como sobretudo pela toxicidade e naquilo que representa no esbanjamento dos recursos minerais (cuja extracção tem ainda efeitos visíveis a partir do espaço..). Na nossa vida, descartaremos cada um de nós, cerca de 3 toneladas de produtos electrónicos.
O BAN (Basel Action Network) garante que nos EUA, Canada e Austrália (na ausência de regulamentação e vontade política) entre meio e um milhão de toneladas de lixo electrónico é exportado para países em desenvolvimento, uma ínfima parte (2%) é reciclada e o restante vai directamente para os aterros. Na Europe a recente directiva WEEE é extremamente severa: obriga à retoma de todos os produtos electrónicos em fim de vida, proíbe a sua exportação e eliminação nos aterros, define uma percentagem de re-aproveitamento e ainda um tempo mínimo de vida (por enquanto 2 anos). Mas segundo a Greenpeace, 6.6 milhões de toneladas de e-lixo por ano não estão a ser contabilizadas. 

So where does all the e-waste go? Vejam aki um significado inteiramente novo de reciclagem:





E escrevam cartas para as vossas marcas favoritas e mais esbanjadoras: Nokia, Apple, Canon, Nintendo, Sony (clash of the consoles) enquanto estiiiiiicam a vida do vosso equipamento.

2 comentários:

pb_101 disse...

A Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos, abriu mais um centro de recepção. A parceria foi celebrada com a Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo, para a constituição de um novo centro de recepção de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE), na Chamusca, o segundo a operar no distrito de Santarém.

A unidade deverá proceder à recolha de cerca de 570 toneladas/ano, o que representa, aproximadamente, 1,84 por cento do total da produção nacional de REEE. O novo centro irá funcionar na Estação de Triagem da Resitejo, Arripiado, Chamusca.

A este centro de recepção estão associados seis pontos de recolha nos concelhos de Santarém, Torres Novas, Tomar, Ferreiro do Zêzere, Alcanena e Vila Nova da Barquinha. O centro está preparado para receber todos os fluxos de REEE: grandes equipamentos (como máquinas de lavar), equipamentos de aquecimento e refrigeração, equipamentos diversos(por exemplo telemóveis, rádios), lâmpadas, monitores e aparelhos de televisão.

lanka4earth disse...

Obrigada por esta informação, pb_101!
Já agora, o que é feito com o material recebido nestes centros de recolha? Alguma coisa é reaproveitada? É feito algum upcycling? Qual a percentagem de aproveitamento? Qual a percentagem do total dos produtos descartados anualmente que acaba nestes centros? Era importante o público perceber qual o fim dado ao lixo electrónico em Portugal.