quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Portugal na fronteira da ciencia

Não subscrevo a opinião generalizada de que Portugal é um país atrasado. Atrasado comparado com o quê? Se não me engano é o 26º país mais desenvolvido no mundo, de 195 países (se contarmos com Taiwan e Kosovo). Está portanto, praticamente no percentil 75.. Também não alinho, e comigo qualquer pessoa de bom senso, com o novo hype lançado pela oposição de que Portugal é um país inseguro. E agora não me engano de certeza, foi considerado recentemente o 9º país mais seguro do mundo.. percentil 95!! Sugiro deixarmo-nos de lamentações e focarmos no que este país tem de bom. Praticarmos um pouco de “reforço positivo”. Ora vai uma contribuição:
Ontem fui ver a 1ª conferência no novo ciclo lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian, desta vez com o parceiro Ciência Viva. Não podia ter desejado uma palestra melhor. A Gulbenkian voltou a não desiludir. Um tópico obtuso para a maioria de nós (uma conjectura famosa de matemática) colocou a audiência na ponta da cadeira e fez-nos todos sonhar com a possibilidade de o universo não só ser um espaço fechado como ter a forma de uma esfera. Muito bom. É verdade que a Gulbenkian tem um budget mais folgado para atrair bons oradores e comunicar a iniciativa. As outras iniciativas, e há tantas boas, têm que ser bem mais criativas. Mas se nós as apoiarmos, elas manter-se-ão. Temos que nos realizar que este papel não cabe só ao estado, cabe também a nós, cidadãos, os primeiros beneficiados. Ajudem a divulgar! Uma dica: Constitucionalmente cada um de nós tem direito de antena, porque não usá-lo?

http://www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia/

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