terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Imprensa agradece o serviço público da União Zoófila.. atacando-a

No meio das preocupações ambientais globais uma pequena nota para os animais que obrigámos há tanto tempo atrás a conviver connosco por motivos não-pecuários: os gatos e cães.
Estes animais domesticados são particularmente vulneráveis, já não sendo possível mandá-los regressar à natureza (qual natureza?). Infelizmente ainda estão em muitos países sujeitos aos nossos caprichos: em pequeninos têm graça, depois de crescidos já são uma chatice, e não carecem dos mesmos direitos que as crianças e idosos (que também têm graça quando não dão muito trabalho, mas a lei não nos deixa fugir à nossa responsabilidade quando deixam de o ter).
E assim assistimos ao abandono de animais por nós criados e que de nós dependem, em circunstâncias frequentemente dramáticas, condenados a morrerem uma morte lenta sem um iota de piedade dos donos, nós.

Ora por sorte, na ausência de uma consciência colectiva em países como Portugal, grupos de pessoas juntaram-se em associações para assumir a responsabilidade que os restantes cidadãos e o estado rejeitaram. E, com apoios muito precários, tentam proporcionar uma vida minimamente digna aos nossos animais de “desestimação”.

Um exemplo é a União Zoófila. Que faz um óptimo trabalho com poucos meios, trata cada cão e gato como um indivíduo e só não aceita mais animais quando realmente é impossível. Então porque é que em vez de agradecermos e apoiarmos, retribuimos este serviço social com uma campanha caluniosa na imprensa, onde a UZ é acusada de assassinato, de ser um campo de concentração, e ainda, imaginem, de praticar peculato! Custa-me a entender a motivação de um(a) jornalista em atacar gratuitamente as poucas associações que nos substituem naquilo que deveria ser o dever da sociedade!

Eu apoio a União Zoófila, tendo apadrinhado uma cadela cega que encontrei no meio da Av. De Céuta e que graças à UZ tem onde dormir, comer e receber carinho e cuidados médicos, já que ninguém a adopta. E visitei a União Zoófila inúmeras vezes, podendo comprovar o genuíno empenho da direcção e os voluntários e o carinho que têm pelos animais à sua guarda.

Conseguiria imaginar uma notícia bem diferente daquelas que saíram: em vez de acusar a UZ de fugir às suas dívidas, como se do Millennium se tratasse.., o cabeçalho podia ser “União Zoófila precisa urgentemente de fundos para continuar a dar um lar aos animais que a sociedade abandonou”. É que há esta nuance a reter: a UZ não tem fins lucrativos. Acham mesmo que recolher animais abandonados é uma actividade económica interessante??

Se podem e querem ajudar de alguma forma, cliquem aqui.

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