segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Nada a temer a não ser o próprio medo



No dia 1 de Agosto saiu este artigo da autoria da Fernanda Câncio no DN Gente, sobre a jovem empresa Cenas a Pedal e os seus clientes ciclistas, entre os quais eu e a Ava, adeptas da variante activista da 'mobilidade suave em menor'.

Pouco a pouco, a bicicleta (re)ocupa a via ;-)

O fotógrafo António Henriques gentilmente cedeu as belíssimas fotos desta reportagem.

Uma sessão com STARHAWK - Sexta-feira, 7 de Agosto, no Centro Social do GAIA

"Terra, Espiritualidade e Acção"
Uma sessão com STARHAWK
7 de Agosto,
18.00 - 20.30 no Centro Social do GAIA




Juntem-se a nós numa visualização de um mundo diferente :-)

Starhawk é uma das vozes mais respeitadas no movimento contemporâneo da espiritualidade da terra. É também conhecida como activista e mobilizadora da justiça global, cujo trabalho e escrita são uma fonte de inspiração para muitos. É autora ou co-autora de dez livros, sendo o mais recente "The Earth Path: Grounding your Spirit in the Rythms of Nature".

Starhawk co-fundou a comunidade "Reclaiming", uma variante activista da religião Pagã moderna. Uma das suas iniciativas recentes vai pelo nome de "EAT" - Earth Activist Trainings", seminários intensivos que combinam design em permacultura com mobilização política e espiritualidade da terra.


Mais em starhawk.org

Uma iniciativa GAIA

Local do Evento:
Sala dos Reis
Centro Social do GAIA
Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21, Lisboa

Everything Gardens. We Garden. Let's Garden!


Pitch presentation given at the Social Innovation Exchange Summer School - Lisbon, July 15-17, 2009


I would like to put up a radical proposal for discussion. It draws on a holistic vision of the Earth and Earthlings in the future and addresses all the problems and needs we face today, peeling back all the politics and dialectics and embracing the simple bottom line. This vision has been around for quite some time, but it needs reminding until enough people subscribe to it.

The bottom line in any ecosystem, and therefore also these highly sophisticated and artificial looking ecosystems that we like to call society, is FOOD.

NO FOOD, GAME OVER.

It so happens that food is precisely the human and non-human animal need that has been most effectively catered out into the hands of powerful global oligopolies in the private sector and turned into a highly industrialised, highly polluting, not to mention toxic or even infectious, economic activity. Food is out of our control and out of control and now either stuffs us or starves us, to paraphrase Raj Patel, the researcher and author-activist. He claims that obesity and starvation are consequences of the same corrupt food system. While there is enough staple food produced to feed the world twice over, it doesn't get to all people and when it does, it has lost its nutritional value. Food production has very little to do with farmers anymore, and its producers couldn't care less about the land or even humans, let alone non-human animals. For most kids in the North, food is from Nestlé, Unilever or any of the large retail chains that have supplanted the local food communities.

It wasn't always like that. This happened in the last 60 years or so. There are still people alive today who know what farming is about. Our civilisation is intimately linked to farming, in fact we owe civilisation to farming. The city we are in today, Lisbon, has some of the best soil in the country below its concrete. The early settlers of Lisbon didn't think "great place for a view from the castle", they reckoned "here we can eat plenty".

I believe we are all still farmers, we have just forgotten how to. A true farmer knows the Earth can give us all we need, provided he or she takes care of the Earth.

This is exactly what we stopped doing!

So here's my proposal: to add Permaculture to the field of social innovation as one of the most useful tools to reorganise and empower our communities, since it draws on the best of methods to be found in social innovation: open source methodology, self governance, autonomy, self production, self training, D-I-Y, critical thinking, transparency, tolerance, collaboration and creativity. Let's train people to become farmers again.

A farmer in the broadest sense is a producer, a gardener, a craftsman/woman, a forester, a tailor, a cook, a herder, a beekeeper, a healer, a carpenter, even an engineer or an architect. A farmer knows how to take care of his or her needs, those of the Earth and those of his or her community.

To become farmers again, there's no need for a massive exodus to the countryside.. It is to take one step back and two steps forward. To merge the best of all that we have learned and of all that we have forgotten.

If people learn how to farm again, in this broad sense that I described, together we can heal not only the damaged ecosystems that we live in but also the social systems.

To terminate on a light note and invite you to the discussion, I quote one of the beautifully simple design principles from Permaculture:

EVERYTHING GARDENS.

WE GARDEN.
LET'S GARDEN!



terça-feira, 23 de Junho de 2009

Festa na Horta Popular - Domingo 28 Junho



Adeptos, amigos e interessados de hortas urbanas e espaços verdes recuperados ou mesmo os aficionados de vistas sobre a cidade e o rio estão todos convidados para a II Festa na Horta!

Vamos celebrar mais um ano de existência da Horta Popular da Calçada do Monte (Graça) a partir das 11h com uma Oficina de Eco-Construção, Chi Kung, actividades para crianças (pinturas faciais e jogos), pic-nic, tertúlia sobre as hortas urbanas em Lisboa e concertos até ao pôr-do-sol.

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Festival Sinergia na Fáb. Braço de Prata 26, 27 e 28 Junho




Este ano o Festival projecto Sinergia adopta o lema 'Algo maior que a soma das partes' e instala-se na Fábrica Braço de Prata durante os dias 26, 27 e 28 de Junho.


O Projecto Sinergia é um festival urbano de cultura sustentável que junta criadores, formadores, oradores e organizações, criando um efeito sinérgico maior do que actuando isoladamente.

O programa desta 3ª edição tem mais de 40 actividades entre concertos, workshops, tertúlias, documentários, ONGs, gastronomia e massagens. Não só o programa é maior, também o espaço ao ar livre da Fábrica Braço de Prata permite albergar mais participantes num ambiente descontraído e festivo. O programa, informações sobre as actividades e o alinhamento final do Festival estão publicados para consulta:

Programa final Festival Sinergia
(clicar na foto ou em 'alinhamento' para ver os horários)

Abaixo os resumos de 3 dos workshops. Não percam também as tertúlias sobre Banca Ética, Ciência e Responsabilidade Social, Escravatura e a do Agostinho da Silva!

Passe para os 3 dias: 10 € (até 21/6)

Cidadania Activa 27/6 12h30

O cidadão tanto é o elo mais fraco como o elo mais forte da sociedade à qual pertence. A dimensão do seu poder é proporcional à sua vontade de se responsabilizar pela gestão do bem comum e à sua capacidade de reinventar os mecanismos comunitários.

Uma oficina em formato aberto para (re)activar @ cidad@o em ti

O que esta sessão não é:

- Uma descoberta das maravilhas do powerpoint guiada por um especialista conhecido. Não vai haver computador.

- Uma panóplia de conceitos para ouvir, filtrar e esquecer. A cabeça não vai doer.

- Uma oportunidade para dormir uma sesta na última fila. Não vai haver filas.

- Uma confirmação da informação que esperavas obter. Não se sabe o que vais aprender.

Se te intriga a ideia de participar numa sessão onde quem quer que venha era para vir e onde o que quer que aconteça era para acontecer, então arrisca aparecer!

Facilitadoras: Lanka Horstink e Sara Correia

Hortas Urbanas 27/6 15h00

Horta popularAproximar a cidade ao campo com a lupa de uma horta - Horta Popular da Mouraria, um exemplo.

Com o crescimento demográfico de algumas cidades, o abastecimento de alimentos está cada vez mais dependente de áreas rurais distantes. As hortas urbanas dentro da cidade são uma forma de promover a capacidade das famílias em produzir seus próprios alimentos. Em tom de círculo aberto, vivo e interactivo falaremos sobre vantagens da existência de actividades ligadas à terra dentro da cidade com o exemplo da participação da Mara na horta Popular da Mouraria. Numa conversa onde todas as opiniões e experiências são válidas, Participa!

Formadora: Mara Sé

The Politics of Cooking 27/6 19h00

Photobucket

Oradora: Yve Le grand
As food has become a commodity, what you eat is about politics, whether you buy the food in a supermarket, at a farmers' market or grow it yourself, and even if you cook your food from scratch.

Have you ever questioned:

where cheap food comes from?

where the food was produced and by whom?

how many kilometers your food traveled before it got to your plate?

why so much food is processed?

what is actually inside the food?

whether convenience food is really convenient and if so, for who?

Then, the ultimate question is: who is actually paying the price for our access to cheap food?

It is thus that eating and cooking has become a matter of politics.

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Massa Crítica em Menor

29 de Maio, última sexta-feira do mês, dia de Massa Crítica e dia da mobilidade suave para mim e a minha filha..

Saímos cedinho a abraçar um dia de verão maravilhoso mas a requerer cuidados adicionais (muita água, muito protector, ritmo slow). Já deu para sentir o resultado das aulas de condução de bicicleta com a Cenas a Pedal! A viagem para a escola em Monsanto foi bem mais fácil agora que já não nos deixamos entalar pelos carros, alternando entre circular à direita quando há espaço para tal, ocupar a via quando não há, e fazer paragens controladas para deixar passar algum trânsito acumulado se necessário. De repente, os 30 km que percorremos durante o dia não nos custaram mais do que os primeiros 10 quando começámos com estas aventuras.

Ao fim da tarde, com o calor a começar a dar tréguas, chegámos mesmo em cima da partida da Massa Crítica no Marquês de Pombal. Que bela Massa Crítica com perto de 60 pessoas e bons exemplos de situações caricatas com automobilistas! Como a senhora que entrou em pânico quando viu o seu carro rodeado de ciclistas, à frente, atrás e dos lados, e começou a buzinar histericamente :-))

Com a vantagem dos dias longos, ainda deu para transformar o ponto de chegada no Largo do Camões numa ampla esplanada com estacionamento à porta..

terça-feira, 26 de Maio de 2009

C-days de 28 de Maio: um debate impróprio para consumo

Esta quinta-feira, no Centro Social do Gaia, antes do Jantar Popular, terá lugar mais um debate "C-days":

consumir v. tr.   1 fazer desaparecer pelo uso ou pelo gasto...

Comprar, trocar, impingir, oferecer, usar, reutilizar, arranjar, desperdiçar, esbanjar, roubar, vestir, guardar,...
Não faltam verbos transitivos para descrever a nossa relação com os objectos. Desde a primeira ponta de lança em pedra até aos ipods e iphones, também não faltam pessoas que os considerem imprescindíveis. As fronteiras entre objectos essenciais, objectos úteis, objectos de decoração, objectos de recordação e objectos de estimação são nebulosas. Os nossos objectos parecem adquirir os traços das nossas personalidades tais como os nossos animais domésticos. Nesta projecção que anima os objectos aos nossos olhos, muitos de nós encontramos a nossa auto-estima, a nossa segurança e até a nossa definição. Afinal, quem somos sem coisas? E o que são coisas sem nós?

Convidamo-vos, não para petiscar algumas facetas do consumo, mas para produzir as vossas próprias respostas num debate sem publicidade, sem obsolência programada (a não ser as horas do jantar :-) ), sem ideias descartáveis, sem embalagens e sem divisão de trabalho.

Quatro convidados ajudarão a responder a quatro das perguntas sugeridas em dez minutos. Se vos apetecer, escolham também uma e exijam quatro minutos! Ou então venham só escutar, comentar, perguntar.. Tudo menos consumir ;-)

Apareçam!

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Quais as formas actuais de anticonsumismo? - Ariana Jordão, Freegan
É possível livrarmo-nos do verbo consumir?
O chamado consumo sustentável não será uma falácia?
Quando os produtos mais responsáveis são mais caros, isso é bom ou mau sinal?
Como podemos passar de consumidor a produtor?
Reciclar, Reutilizar, Reduzir, Reparar, Recusar, Respeitar: quantos R's há afinal?
Até onde e até que ponto é que o consumo local é local?
Como retomar o espaço cultural que o consumo ocupa?
E se partilhássemos em vez de possuirmos?
A economia colapsa se deixarmos de consumir? - Mó de Vida, Cooperativa de Consumo
Como defendermo-nos do consumo indirecto? (media, propaganda e publicidade) - Yve Le Grand, Antropóloga Alimentar
Somos mesmo livres de consumir ou não consumir?
Como criar alternativas ao mercado de consumo?
Como consumir menos e ter mais qualidade de vida?
Quando é que lixo é mesmo lixo? - Sérgio Serra, Dinamizador do Freecycle Lisboa

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C-days é uma iniciativa do Banco Comum de Conhecimentos, o Centro Social do Gaia e o Trocal. A dinamização dos encontros está aberta a todos os que tenham um tema comunitário por partilhar, em todos os formatos imaginários. Mais em The C-days.

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Local: Centro Social do Gaia
Grupo Desportivo da Mouraria, Tv da Nazaré 21